Contribuição para uma gestão eficiente da colheita mecânica em olivais tradicionais Conference Paper uri icon

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  • No Nordeste de Portugal predomina o olival tradicional, com 100 a 240 árvores.ha-1 Nestes olivais o sistema de colheita mais utilizado baseia-se num vibrador de troncos e apara-frutos. Com este sistema de colheita não se retira do olival a totalidade da produção. É usual colher 70% a 90% da produção de azeitona [Sola-Guirado et al, 2018]. Colher 80 % a 85% da produção já é um objetivo razoável [Castro-Garcia et al, 2012]. A azeitona que fica na árvore é encarada um problema pelos olivicultores. Para o resolver, recorre-se ao complemento com o tradicional varejamento manual. Desta forma aumenta o custo de colheita com o acréscimo de mão-de-obra e reduz-se a capacidade de trabalho (árvores.hora-1) do sistema de colheita mecânica. Antes de tomar esta decisão, convém verificar a relação custos/benefícios deste procedimento. Em testes de campo realizados em Trás-os-Montes comparou-se o desempenho da colheita com o complemento do varejamento manual e o acréscimo de produção assim colhida, com o desempenho da colheita sem complemento de varejamento manual. São estimados os custos associados. Apresentam-se agora os resultados. Com este trabalho pretende-se contribuir para uma gestão eficiente dos procedimentos de colheita.
  • No Nordeste de Portugal predomina o olival tradicional, isto é olival com densidades de plantação de 100 a 240 árvores por hectare e idade superior a 30 anos. O sistema de colheita mais utilizado nestes olivais, baseia-se num vibrador de troncos e apara-frutos. Com este sistema de colheita não é destacada a totalidade da produção. A eficiência de colheita é inferior a 100%. A azeitona que permanece na árvore após a colheita mecânica é um problema para o qual é necessário encontrar soluções. A maioria dos agricultores que utiliza este tipo de equipamento de colheita opta pelo varejamento manual complementar para solucionar o problema. Antes de tomar a decisão mais adequada, convém verificar a relação custos/benefícios desta solução. Há outros procedimentos que também devem ser tidos em consideração para melhorar a eficiência de colheita. São conhecidos um conjunto de fatores agronómicos que afetam a eficiência de colheita, como o formato e densidade da copa, a poda, a densidade do olival e a cultivar. A escolha de equipamento mecânico é outro fator que interfere na eficiência de colheita. É importante que o padrão de vibração seja adequado para o trabalho que se pretende. O varejamento manual complementar aumenta o custo de colheita com (I) o acréscimo de mão-de-obra e (II) com a redução da capacidade de trabalho (árvores/hora) do sistema de colheita. Em testes de campo realizados em Trás-os-Montes comparou-se o desempenho da colheita com o complemento do varejamento manual e o acréscimo de produção assim colhida, com o desempenho da colheita sem complemento de varejamento manual. São estimados os custos associados. Apresentam-se agora os resultados. Com este trabalho pretende-se contribuir para uma gestão eficiente dos procedimentos de colheita.

publication date

  • January 1, 2021