Sensibilidade intercultural: o encontro com o outro na sua diversidade
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resumo
Este capítulo analisa a relevância da sensibilidade intercultural num mundo global, diverso e interconetado, partindo da visão teórica de Bennett (1986, 1993, 2012), e colocando especial ênfase no modelo da competência comunicativa intercultural de Chen e Starosta (1996, 1997, 2000) e na sua dimensão afetiva. A sensibilidade intercultural assume um papel fundamental no processo de inclusão dos estudantes num contexto do ensino superior cada vez mais pautado pela coexistência de uma diversidade de estudantes. Escasseando estudos sobre esta temática no contexto do ensino superior português, neste estudo, adotou-se uma metodologia quantitativa, tendo como questão-problema: Qual é o nivel de sensibilidade intercultural dos estudantes? Neste sentido, estipularam-se como objetivos: (i) caracterizar os níveis de sensibilidade intercultural e (ii) refletir sobre relevância da promoção desta componente afetiva da comunicação intercultural no âmbito do ensino superior. Para o efeito utilizou-se um questionário sociodemográfico e a escala de Sensibilidade Intercultural (Chen & Starosta, 2000). A amostra de conveniência incluiu 189 estudantes, maioritariamente do sexo feminino (75.66%) e com uma média etária de 22.78 anos (DP = 4.72). Os estudantes evidenciaram um nível de sensibilidade intercultural relativamente elevado, os quais diferiram em função do sexo, da idade e do domínio de outras línguas. No âmbito da Pedagogia Social, espera-se que esta reflexão aporte contributos para a (re)criação de espaços e tempos potenciadores do desenvolvimento da sensibilidade intercultural.