Avaliação de CO2 em salas de aula sem ventilação Artigo de Conferência uri icon

resumo

  • A maioria das pessoas passa cerca de 85% a 90% do seu tempo em ambientes fechados (EEA, 2013), tais como habitações, escritórios, escolas, entre outros. Por essa razão, a qualidade do ar interior (QAI) é tida como um dos fatores determinantes para a produtividade, o conforto e o bem-estar e saúde do homem (Burroughs e Hansen, 2011). Em edifícios escolares, particularmente em salas de aulas, o dióxido de carbono (CO2) é um dos poluentes que mais preocupação pode criar aos utilizadores e gestores desses espaços. Apesar de não ser considerado um gás poluente no exterior, em espaços fechados, com ocupação humana e sem ventilação ou ventilação insuficiente, o CO2 tende a acumular-se, podendo atingir níveis bastante superiores aos valores máximos recomendáveis.
  • A maioria das pessoas passa cerca de 90% do seu tempo em ambientes fechados, e por isso, a qualidade do ar interior é de grande importância para a produtividade, e o bem-estar e saúde do homem (EEA, 2013). O desenvolvimento deste estudo surgiu com o objetivo de avaliar a dinâmica do CO2 em salas de aula sem ventilação mecânica. Foram realizados 24 ensaios no Instituto Politécnico de Bragança, de Março a Maio de 2013, com monitorização de CO2, de temperatura e humidade relativa, bem como condições meteorológicas exteriores. Com base nesses dados e através da equação geral da evolução temporal da concentração do CO2 em ambientes interiores (CIBSE, 2005; Griffiths e Eftekhari, 2008), foi possível obter o caudal de renovação de ar. Em condições de ausência de ventilação, os níveis de CO2 atingem rapidamente o valor limite de 1000 ppm (D.L. n.º 79/2006), mesmo em situações em que a ocupação é inferior a 30%. Nas salas mais pequenas (<120 m3), os valores médios, situam-se entre os 1900 e 2300 ppm e nas salas de maior dimensão (entre 120 e 380 m3) variam entre os 1000 e 1400 ppm, dado assegurarem um maior volume por ocupante. Quanto à ventilação natural, verificou-se que, na ausência de aberturas, a entrada de ar novo oscilou em média entre 1,0 e 1,5 renovações de ar por hora. Com aberturas, a ventilação dos espaços interiores melhorou bastante, tendo-se registado aumentos médios de 4 a 10 vezes superiores por m2 de abertura. Estes valores são representativos de um conjunto vasto de condições ambientais, nomeadamente de condições de vento e de diferença de temperatura exterior e interior. Essas aberturas, em simultâneo ou não, poderão assegurar a redução do CO2 abaixo dos valores recomendáveis, mas implicará áreas e tempos de abertura relativamente longos, que poderão ser dissuasores nas épocas frias.

data de publicação

  • novembro 2013